Atenção: Esse site só pode ser visualizado perfeitamente em um browser que suporta Web Standards. É recomendável que você atualize o seu browser clicando aqui. Obrigado e desculpe o transtorno.
14/06/2021

Cresce participação das mulheres nas cooperativas capixabas

Em 2017, havia cerca de 96 mil cooperadas nas coops do Espírito Santo. Dois anos depois, o número subiu para quase 135 mil.

O cooperativismo é, por essência, um movimento que busca promover a inclusão e a participação igualitária dos membros do modelo de negócio. Por isso, o envolvimento feminino têm sido cada vez mais valorizado nas cooperativas do Espírito Santo por meio da criação de oportunidades para a entrada de mulheres nos quadros de cooperados, colaboradores e de lideranças.

Essa constatação está fundamentada em dados presentes no primeiro Anuário do Cooperativismo Capixaba, que aponta um crescimento da ordem de 39,65% de 2017 para 2019 na inserção de cooperadas mulheres nas coops capixabas. Ou seja, o número subiu de 96.647 para 134.970.

Ao todo, em 2019, esse número representou 31% do quadro de cooperados de todas as cooperativas registras no Sistema OCB/ES, organização que as representa no Espírito Santo.

Mesmo que a participação masculina ainda seja majoritária no quadro geral de cooperados, onde os homens  representam 52% do total – os 17% restantes são constituídos por Pessoas Jurídicas (PJs) –, as mulheres já são a maioria em alguns segmentos, como ocorre com o Ramo Consumo. Ele abarca, em sua maioria. As cooperativas prestadoras de serviços educacionais e, nele, as mulheres representaram 51,66% do total de cooperados.

Já em relação ao percentual de pessoas empregadas, ou seja, os prestadores de serviços das cooperativas capixabas, as mulheres somaram 58,5% do total desse público em 2019, indício de que as coops têm fornecido diversas oportunidades de trabalho, emprego e renda às mulheres no Espírito Santo.

Ao destrinchar esse dado, percebe-se que elas são a maioria em cinco dos sete ramos do cooperativismo quando falamos em colaboradores: Trabalho, Produção de Bens e Serviços (81,82% dos empregados); Consumo (77,5% dos empregados); Saúde (74,28% dos empregados); Crédito (61,35% dos empregados); e Transporte (56,51% dos empregados).

 

Para além dos números

Além do percentual de cooperadas e empregadas expressivo, as cooperativas capixabas se distinguem por valorizarem o trabalho das mulheres ao estimularem a criação de núcleos e grupos femininos que fomentam a participação delas dentro das próprias cooperativas e comunidades em que atuam.

Como exemplo, a Cooperativa de Crédito Centro Serrana do Espírito Santo (Sicoob Centro-Serrano) e a Cooperativa de Laticínios Selita (Selita) – localizadas em Santa Maria de Jetibá e a segunda em Cachoeiro de Itapemirim, respectivamente, possuem, cada uma, um Núcleo Feminino Cooperativista. Eles são compostos por cooperadas, esposas e filhas de cooperados. O objetivo é promover, articular e fomentar a participação feminina dentro da cooperativa e na comunidade geral, de acordo com os valores e princípios cooperativistas.

Já a Cooperativa dos Cafeicultores do Sul do Estado do Espírito Santo (Cafesul) promove a participação feminina em sua organização por meio do grupo Póde Mulheres, que inicialmente surgiu para valorizar a presença das cooperadas dentro da cooperativa e dar espaço de fala a elas. Hoje, o grupo é reconhecido por produzir café conilon de elevada qualidade, inteiramente viabilizado pelas cooperadas e produtoras da região de Muqui, onde a Cafesul opera.

No Ramo Saúde, também há trabalhos de valorização das mulheres. Um deles é o Núcleo Feminino Cooperativista da Unimed Sul Capixaba, formado por médicas cooperadas, esposas dos médicos cooperados e colaboradoras da cooperativa. O núcleo desenvolve o projeto "Vi Ver e Aprender", que oferece às escolas da região de Cachoeiro de Itapemirim a chance de detectar e solucionar problemas visuais de alunos.

CLIQUE AQUI para conhecer mais projetos, ações e novidades que envolvem o cooperativismo capixaba em nosso banco de pautas.